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Ismália

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
As asas para voar…
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…

A gloriosa trupe delirante do circo sem cor

Sob essa lona se arma um circo dos horrores, boçais enfeitam o picadeiro, vomitam suas meias verdades, permeadas de ódio velado, riso doído daqueles que apontam o dedo, sem perceber os outros tantos mirando contra si.
O mágico ao centro demonstra ser mestre da arte de esconder suas aflições, jamais reveladas, porém refletidas no escárnio de outrem.
RIAM, RIAM DELA, LOUCA, NOJENTA, feliz, livre, amada, solta…
Despeito, desrespeito! Palhaços à mercê de sua própria tolice, secos, doentes, vazios, hipócritas, vêem a vida passar em suas cores por detrás da lona, mas aqui dentro jaz a palidez de sua alma, sorriem para o mundo, mas esse sorriso amarelado não esconde, quem és quando as luzes se apagam.

8bitsoflife:

Books save lives. Like mine, by helping me come to enjoy life again. It may be rough now, but books let me escape for long enough to make it bearable.

Also, cats.

Cássia Eller e o seu Chicão